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Projeto Primeira Kartilia da Lingua Brazileira

Esta é uma tentativa, ou melhor, um esboço do que seria uma cartilha simplificada da “Primeira Kartilia da Lingua Brazileira“. O difícil é fazer simples para que qualquer um entenda e quanto menor o número de regas mais fácil vai ser o seu entendimento, portanto só deverá existir uma.


Regra única:
“Ao escrever uma palavra use sempre as letras que representam o som que foi usado para falar.”

Exemplos de emprego da regra:

  • Palavras onde se usa “S” com som de “Z” serão escritas com “Z”.h
    Ex: Meza.
  • Palavras onde se usa “C” com som de “K” serão escritas com “K”.
    Ex: Kaza (Residência) [ K em vez de C e Z em vez de S].
  • Assim como as começadas por “QU”, ficariam assim:
    Ex: KeroKero,  Kerida…
  • Palavras com som de “X” onde se usa “CH” serão escritas com “X”.
    Ex: Xave (Atuador da fechadura), Gauxo… [ X em vez de CH].
  • Palavras escritas com “Ç” passam a ser escritas com “S” simples visto que este agora não tem mais som de “Z”.
    Ex: Comesar.
  • A letra “H” no inicio de palavras, desaparece.
    Ex: oje, onra, etc.
  • O “LHI” desaparece e fica substituído pelo “LI”.
    Ex: Velinha.
  • Palavras com “L” no final, porem com som de “U”, escreve-se com “U”.
    Ex: Mau.
  • Palavras terminadas com “E”, porem com som de “I”, escreve-se:
    Ex: Juri [ tanto do tribunal como o do verbo jurar]
  • Palavras onde se usa “SS” passam a usar “S” simples.
    Ex: Casapa.
  • Para o caso de dúvida quanto usar “X” ou “S” use preferencialmente o “S”.
    Ex: Estrato [neste caso se for escrito com “x” não estará de todo errado].
  • Vogais solteiras devem ser acompanhadas por uma consoante;
    Ex; Adevogado, subistituído, recepitores…
  • Ifens nem pensar [parece-me que no português já existe algo parecido]
    Ex: Mataboram.
  • Os porquês teriam uma forma única de grafia: “porque”.
  • O caso do “ÃO” ser substituído por “AM” ainda esta em estudos mais profundos. Assim com excluir definitivamente o “W” e o “Y” que teimam em aparecer principalmente em nomes próprios de pessoas e produtos estrangeiros.

Estes são alguns dos exemplos, a contribuição dos seguidores e amigos é que poderá enriquecer a proposta.

Textos escritos, exemplificando a nova cartilha:

“Koizas de Gauxo!

 – Um dia destes eu estava centado na varanda de minha kaza la na xacara, pensando na vida e tomando um ximaram, quando o caxoro latiu e vi no orizonte, a kavalo, xegando uma vizita inesperada, logo fui avizando a minha espoza: vamos ter um convidado para o almoso.”

“Axo que tudo iria ficar mais cinples… e ainda poderíamos convidar para um descanso merecido todos akeles que ocupam os acentos das kadeiras da Academia Brazileira de Letras… ke em vez estarem pensando em modernizar a nosa lingua estam so tomado xa …”

Post (308) – Julho de 2017

A sabedoria no silêncio

Sábio é aquele que, em silêncio, desenvolve um estado mental que o ensina a ser prudente e coerente com o que vai dizer. Este silêncio pode parecer óbvio, mas quanto mais pensamos, menos vamos falar.

Certamente, você já se viu em algumas situações que falou o que não deveria ou falou mais que deveria.O SILÊNCIO
Porem em alguns momentos somos convidados a emitir nossa opinião. E ai somos praticamente obrigados a falar, e como fazer isto?
-Neste caso precisamos ter cuidado! Para não falar demais e na empolgação falar coisas sem pensar.

Da mesma forma como não se pode apressar o amadurecimento de uma fruta sem afetar seu sabor, o silêncio também precisa de um estágio de amadurecimento.

Imagine um cenário onde você é incentivado a falar sobre um assunto delicado.  Neste caso é difícil ficar calado, se você for apressado em sua fala, haverá uma grande chance de você ser afetado pelas circunstâncias externas. Ou seja, falar mais do que devia e terminar dizendo o que o seu interlocutor quer ouvir.

Sendo assim, se sentir nesta situação basta o abusar do silêncio para se expressar. Por isso, quando se diz por meio do silêncio, cessa a arrogância. Dizem os sábios que o silêncio é uma virtude que na maioria dos casos esconde a sabedoria.

Em um diálogo, é no silêncio dos intervalos que se  completam os nosso pensamentos e isto orienta as nossas falas. Se você pelo excesso de palavras tentar impor sua ideia, na tentativa do convencimento, bloqueará todos os sentidos de teu público e não alcançará o seu intento.

Exercitar o diálogo é tão necessário quanto praticar o silêncio.

Observe-se, por exemplo, quando você fala:
– Quando em silêncio, você consegue refletir sobre o que vai falar a seguir.
– E quando vir a falar, não fale alto, falando baixo o seu ouvinte vai se esforçar mais para ouvir e entender o que estas querendo dizer.

Infelizmente, em um mundo destituído de consciência, o silêncio esta perdendo o seu valor.  A fala reflexiva deu lugar às artificialidades postadas diariamente nas redes sociais. É comum, muitos não se preocuparem com o conteúdo da informação, simplesmente repetindo o que leram ou escutam. E como a capacidade de ouvir está em baixa, generalizou-se o medo de serem esquecidos pelo mundo. Com isso, consideram como se o importante seja parecer e aparecer, em detrimento do conteúdo.

É notório o tipo de pessoa que não consegue ficar calada, aproveitando todos os momentos possíveis para nos brindar com suas palavras vazias e desprovidas de qualquer conteúdo.

Por outro lado, eu convido vocês para a uma reflexão!

– Que o seu silêncio interior seja abastecido com palavras de bondade e de sabedoria, pois o silêncio sem essas palavras seria um vazio absoluto.
– Que o seu silêncio não seja a recusa da palavra, mas a possibilidade de dizer de forma honesta, sempre considerando onde estas, e quem vai te ouvir não importando quem seja.

Texto original em: http://www.portalraizes.com/ha-sabedoria-no-silencio-falar-muito-e-pensar-pouco/

“Texto inspirado em uma postagem de Valdimar Souza. Ele é administrador, professor, ouvidor e um amante da filosofia. Tem como propósito de vida tocar as pessoas de maneiras diferentes, com palavras provocativas e reflexivas, com tempo e espaço dedicados a pensar e compartilhar de uma vida qualificada.”

Post (306) – Junho de 2017